Há 800 anos Francisco de Assis apontou um caminho para a vivência do Evangelho. Muitos homens e muitas mulheres percorreram esse caminho, cada um a seu jeito, buscando a fidelidade ao projeto do Reino de Deus. Recordar cada um é buscar caminhos de ânimo e fidelidade para nosso tempo. Trilhemos também nós os caminhos franciscanos, na fidelidade ao Evangelho! (Boa parte das postagens têm como base o livro: FERRINI, Giuliano. Santos Franciscanos para cada dia. Braga, Editorial Franciscana, 2001)
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
26 de janeiro: São Gabriel de Duísco
domingo, 26 de agosto de 2012
26 de agosto: Beato João de Santa Marta
João
de Santa Marta nasceu em Tarragona, Espanha. Aos 8 anos era menino do coro,
cantor, na catedral de Saragoça; começou então a estudar latim e a dedicar-se
mais a fundo à arte musical, vindo depois a fazer parte do grupo coral da
catedral de Samora. Ingressando em seguida na ordem franciscana, preocupou-se
com ser fiel à graça da vocação, tender à perfeição e tornar-se modelo de
virtudes religiosas.
Ordenado
sacerdote, sentiu-se inspirado por Deus a dedicar-se ao apostolado entre
infiéis. Partiu para as Filipinas com Frei Sebastião de S. José e outros 30
missionários franciscanos, muitos dos quais não tardariam a dar a vida por
Cristo.
Das
Filipinas passou ao Japão, onde abriu uma escola de música que chegou a reunir
mais de 400 alunos, a quem ensinava canto, órgão e outros instrumentos. No
Japão exerceu durante 10 anos um intenso apostolado, evangelizando várias
províncias. Encarregado de orientar superiormente a missão de Fuscimi,
mostrou-se um autêntico apóstolo de Cristo, infatigável na ação missionária.
Fiel ao espírito da pobreza seráfica, usava uma túnica remendada e andava
descalço, sem sandálias, mesmo na estação mais rigorosa. Tais exemplos de
virtude merecem a veneração dos cristãos e a admiração dos próprios pagãos.
Quando
foi promulgado o édito da perseguição em 1614, Fr. João de Santa Marta foi
desterrado. Não tardou muito, porém, a regressar ao Japão, disfarçado de japonês,
e escolheu precisamente as províncias onde a perseguição era mais violenta. O
santo missionário visitava os cristãos nas suas casas, fortalecia os
vacilantes, reconduzia ao seio da Igreja os apóstatas, administrava os
sacramentos, e celebrava missa todos os dias, ora num lugar, ora noutro. À
noite nunca dormia em qualquer casa: recolhia-se em qualquer sítio abrigado,
num monte ou num bosque, e aí repousava.
Apesar
de todas as precauções, veio a ser apanhado e metido em prisão, onde viveu três
anos no meio de indizíveis sofrimentos. Por isso foi com certo alívio que viu
aproximar-se o dia da última prova. Nem mesmo enquanto o conduziam ao suplício
ele deixou de pregar o Evangelho, terminando por entoar o Te Deum em ação de graças. Ao chegar ao lugar do martírio, orou
pelos perseguidores, ergueu os olhos ao céu, e ofereceu a cabeça ao machado do
verdugo. Era o dia 16 de agosto de 1618, e o quadragésimo ano da vida do
mártir. Alguns fragmentos do seu corpo desconjuntado, recolhidos por cristãos e
rodeados de veneração, deram origem a prodígios.
sábado, 25 de agosto de 2012
25 de agosto: São Luís IX, rei da França
Nascido
a 25 de abril de 1215, o futuro rei da França recebeu uma rígida educação por
parte da mãe, Branca de Castela, que dessa forma pretendia encaminhá-lo para a
santidade. Começou a reinar com 11 anos, em 1226. Casado com Margarida da
Provença, o jovem rei impunha-se diariamente exercícios de piedade e
penitência, no meio do mundanismo duma corte elegante e pomposa. Viveu no
palácio real com a austeridade de vida do mosteiro mais rígido, e fez de todo o
país o campo duma inesgotável caridade. Quando o apodavam de excessivamente
pródigo com os pobres, respondia: <<Prefiro que o excesso de despesas de
que sou tachado seja de esmolas dadas aos pobres por amor de Deus, do que de
luxo, vaidade e ostentação mundana>>.
Amante
da simplicidade e zeloso pela justiça, a todos ouvia debaixo do célebre
carvalho no bosque de Vincennes, onde emitia as suas sentenças, justas e
serenas, para bem do reino. Disse uma vez ao seu primogênito e herdeiro do
trono: <<Preferia que viesse um escocês ou outro estrangeiro a governar
bem este reino, com justiça e lealdade, do que seres tu, meu filho, a
governá-lo mal>>.
Um
sonho que acalentou durante toda a vida foi o de libertar a Terra Santa do
poder dos turcos. Mas uma primeira cruzada por ele promovida redundou em
fracasso: o exército cristão foi derrotado pelas armas o exército cristão foi
derrotado pelas armas e dizimado pela peste, e o rei foi feito prisioneiro. Tal
foi o resultado lastimável da expedição. Mas as virtudes do rei cativo
impressionaram de tal forma os mulçumanos, que o alcunharam de “sultão justo”.
Numa
segunda e também desafortunada expedição ao Oriente, veio mesmo a morrer,
vitimado pelo tifo, em 1270. Antes de expirar, mandou dizer ao sultão de Tunes:
<<Estou decidido a passar toda a vida como prisioneiro dos sarracenos,
sem jamais ver a luz, se tu e o teu povo se fizerem cristãos>>.
Os
terceiros franciscanos festejam-no hoje como seu padroeiro. Aprouve a Deus que
fosse um terceiro franciscano o encarregado de exercer a caridade em terras de
França. A história recorda-o como um soberano cheio de sabedoria divina, aliada
a notável prudência e energia humana. Pôs em prática todas as obras de
misericórdia convencionais. Traduziu a fé cristã em atitudes concretas, não só
na sua pessoal maneira de viver, mas também no modo de governar segundo os
desejos de Deus e os preceitos da religião. Morreu com 55 anos de idade, a 25
de agosto de 1270. O seu corpo foi levado para França e repousa na igreja de S.
Dinis.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
24 de agosto: Beato Pedro da Assunção
Era
natural duma pequena cidade da arquidiocese de Toledo. Tendo abraçado a ordem
dos frades menores, depois da ordenação sacerdotal desempenhou durante algum
tempo o ofício de mestre de noviços. Entusiasmado pela propaganda missionária
de João o Pobre, decidiu partir para o Extremo Oriente em companhia doutros
confrades. Após breve permanência nas Filipinas, desembarcou no Japão em 1601,
e aí desenvolveu intenso apostolado na zona de Nagasáki, onde mais tarde
dirigiu o convento franciscano.
A
santidade da sua vida fez dele um irmão muito estimado e procurado. Numerosos
fiéis acorriam ao seu confessionário, onde ele passa todos os dias horas a fio.
Em 1611 a situação religiosa do Japão tornou-se crítica: por ordem das
autoridades, os missionários de origem estrangeira teriam de abandonar o
território japonês. Frei Pedro preferiu continuar, disfarçado como roupa
secular, para assistir e confortar os cristãos nesse momento tão difícil, mas
por motivo de prudência mudou para outro lugar, nas vizinhanças de Nagasáki.
Apesar dessas precauções, foi atraiçoado por um cristão apóstata, e logo preso
e levado primeiro para a cadeia de Omura e depois para Córi.
Aí
teve por companheiro João Batista Machado, com quem conviveu durante mais de um
mês, em penitência, oração e colóquios espirituais. A notícia da condenação à
morte foi recebida com júbilo: <<Foi essa a graça que pedi a Deus nestes
últimos nove dias, ao celebrar a missa>> - declarou.
No
dia 21 de maio, festa da SS. Trindade, enquanto celebrava, Pedro teve a
revelação de que era aquela a sua última missa na terra. Os dois futuros
mártires, Pedro e João Batista, cantaram então o Te Deum em agradecimento ao Senhor por tão grande privilégio,
confessaram-se um ao outro entre lágrimas, e passaram a noite em oração. Ao
entardecer receberam ordens de se porem a caminho para o lugar do suplício. O
P. Pedro sustentava na mão um crucifixo, aos pés do qual tinha colocado a regra
de São Francisco. Durante o percurso, cantaram a ladainha de Nossa Senhora, que
só interrompiam para exortarem à perseverança os cristãos que encontravam.
Ao
chegarem ao lugar da execução capital, Pedro pediu para dirigir uma palavra às pessoas
que vieram assistir à sua morte. De seguida, os dois mártires abraçaram-se e
puseram-se de joelhos, com as mãos juntas e os olhos no céu, até que o verdugo
lhes cortou as cabeças, no dia 22 de maio de 1617.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
22 de agosto: Beato Timóteo de Montíquio
Nasceu
em Montíquio, a poucos quilômetros de Áquila, a cidade onde nesse mesmo ano São
Bernardino de Sena voava para o céu. No firmamento da santidade seráfica
extinguia-se assim um astro, em torno do qual surgiram muitas estrelas, entre
elas o B. Timóteo.
De
família rural, viveu totalmente dedicado à oração. Com receio dos perigos do
mundo, e no intuito de evitá-los, juntamente com um irmão de sangue entrou na
ordem dos frades menores, que nessa época atingia o auge da celebridade pela
vida santa de muitos dos seus filhos. Ordenado sacerdote, foi-lhe logo
encomendado o cargo de mestre de noviços. A sua vida parecia mais celeste do
que terrena, até pelas frequentes visões da SS. Virgem e de S. Francisco, e
pelo dom dos milagres. Procurou impregnar-se do espírito daqueles santos
religiosos que renovaram a observância da regra na ordem seráfica, a começar
por S. Bernardino de Sena.
Do
convento onde durante muitos anos foi mestre de noviços passou mais tarde para
um outro, mais humilde, onde viveu até à morte. O teor de vida foi sempre o
mesmo, de oração e contemplação, de zelo sacerdotal e fidelidade heróica à
regra franciscana.
As
virtudes em que mais brilhou foram o desprendimento do mundo, a exata, o fervor
no serviço divino, a meditação da paixão de Cristo e uma filial devoção a Maria
e a S. Francisco. Era talo seu amor ao silêncio e à solidão, que as conversas
que mantinha eram sempre breves, embora cheias de cordialidade e bondade.
Era
tão humilde, que sempre se considerava o mínimo de todos; tão obediente, que
fazia o que lhe mandasse até o último dos confrades; e para conservar intacta a
pureza, mortificava o corpo com cilícios e outras formas de austeridade. Era
caridoso para com todos; arranjava mil maneiras de socorrer os
necessitados; assistia com paciência os
moribundos; era assíduo no sacramento da reconciliação e na direção espiritual.
E não deixou de anunciar às cidades e povoações vizinhas a mensagem evangélica.
Com
idade de 60 anos, a 22 de agosto de 1504, adormeceu serenamente no Senhor, no
convento solitário de Santo Ângelo de Ocre.
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